Boletim diário da ONU Brasil:

 

ONU e Museu do Amanhã promovem diálogo sobre efeitos de mudanças climáticas no deslocamento humano

O impacto das alterações climáticas nos movimentos migratórios globais e a capacidade de resposta das cidades são o tema do evento “Seminário Vidas Deslocadas — diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, que acontece na terça-feira (5) das 15h às 17h30 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O encontro terá a presença de representantes de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e ONU-Habitat. Também estarão presentes o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú, além de representantes do governo brasileiro e da sociedade civil.

Projeto ‘Empoderando Refugiadas’ encerra segunda edição com 21 contratações

Em uma sala de cinema e diante de plateia atenta, dez refugiadas de diferentes nacionalidades e que hoje vivem em São Paulo se emocionaram. Retratadas pelo documentário “Recomeços — sobre mulheres, refúgio e trabalho”, elas dialogaram com o público sobre suas trajetórias e conquistas.

Coordenado pela Rede Brasil do Pacto Global e realizado em conjunto com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONU Mulheres, o projeto “Empoderando Refugiadas” encerrou sua segunda edição com 21 refugiadas contratadas por empresas no Brasil, e dezenas de outras treinadas e aconselhadas profissionalmente.

Governo de Goiás e PNUD firmam parceria com foco na Agenda 2030

O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Niky Fabiancic, assinaram na quinta-feira (31) em Alto Paraíso (GO) um memorando de entendimento para fortalecer a implementação da Agenda 2030 no estado.

A parceria favorecerá políticas para a erradicação da pobreza e redução das desigualdades, monitoramento de políticas sociais e a construção de sistemas para acompanhamento de metas e indicadores.

Brasil encerra atividade militar no Haiti

Nesta semana, as tropas brasileiras se despedem oficialmente da missão da Organização das Nações Unidas no Haiti depois de mais de uma década. Será realizada na próxima quinta-feira (31), às 19h de Porto Príncipe (20h em Brasília), a cerimônia que marca o encerramento das atividades militares do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Nos últimos 13 anos, 37.500 militares brasileiros atuaram no país.

UNESCO no Brasil lança publicação sobre processo de criação do Museu de Congonhas

A criação do primeiro e único museu de sítio do país, o Museu de Congonhas (MG), localizado junto ao Patrimônio Mundial do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, ganhou um relato impresso encomendado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil.

A publicação “Museu de Congonhas: Relato de uma Experiência”, da arquiteta Jurema Machado, registra o processo de implantação da instituição e suas contribuições para o desenvolvimento do município.

ONU prorroga para 15/9 inscrições para simulado sobre sistema de direitos humanos

A ONU Brasil, em parceria com universidades brasileiras e com o Conselho Federal de Administração, convida alunos de graduação a participar do II Simulado do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cuja fase presencial ocorrerá em 20 de outubro na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília (DF). As inscrições foram prorrogadas para até 15 de setembro.

ONU e Instituto Caixa Seguradora concluem segunda edição do programa Embaixadores da Juventude

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e o Instituto Caixa Seguradora concluem no sábado (2) em Brasília (DF) a segunda edição do programa Embaixadores da Juventude.

Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa reuniu jovens de 18 a 25 anos com forte papel de liderança social para discutir a atuação da juventude na implementação e no monitoramento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

UNICEF e governo do Pará mobilizam municípios em prol da infância

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realiza na quarta-feira (30) em Belém a cerimônia de repactuação do Selo UNICEF com o governo do Pará. Na solenidade, também será lançada uma campanha da agência da ONU e das Centrais Elétricas do Pará (CELPA) em prol da infância no estado. O Selo UNICEF estimula os municípios a implementar políticas públicas para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

ONU Meio Ambiente e parceiros lançam movimento por separação e descarte correto de lixo

A ONU Meio Ambiente e a Coalizão Embalagens, formada por 23 associações empresariais signatárias do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, lançaram nesta segunda-feira (28) na Casa da ONU, em Brasília (DF), o movimento “Separe. Não Pare” com o objetivo de informar, inspirar e mobilizar a população brasileira a separar e descartar corretamente os resíduos domésticos.

Para a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, o “Separe. Não Pare.” vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”, declarou.

Unindo ficção à realidade, ONU e Rede Globo promovem debate sobre AIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o setor de Responsabilidade Social da Rede Globo promovem desde segunda-feira (21) ações para incentivar o debate em torno de temas relacionados ao HIV e à AIDS. A iniciativa faz parte da parceria na plataforma de direitos humanos Tudo Começa pelo Respeito.

“Quando esse tipo de ação de sensibilização acontece, fica claro que ainda estamos carentes de um debate sobre HIV e AIDS em nossa sociedade”, afirmou Daniel de Castro, assessor de comunicação do UNAIDS no Brasil. “Falar de HIV e de AIDS também é uma forma de trabalhar a prevenção. No mínimo, conseguimos alertar as pessoas para o fato de que a AIDS ainda não acabou e de que todo mundo precisa estar atento e se prevenir do HIV”, completou.

Agência da ONU apresenta no Rio publicação sobre arquitetura para saúde na América Latina

O Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) e parceiros apresentam durante seminário que ocorre a partir de segunda-feira (28) no Rio de Janeiro a publicação “Arquitetura para a Saúde na América Latina”, a fim de promover e disseminar conhecimentos sobre planejamento sustentável de instalações assistenciais de saúde.

Agência da ONU ressalta conexão entre mudanças climáticas e padrões de consumo

Não é possível desassociar as mudanças climáticas do crescimento demográfico, dos padrões de consumo das populações e dos processos de industrialização e de produção, afirmou o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, durante conferência em Brasília (DF).

Segundo Nadal, o tema necessita de mais debate e pesquisa, já que são visíveis os impactos dos padrões de consumo das populações e do crescimento demográfico sobre a disponibilidade de recursos, os modelos de produção e as mudanças climáticas.

Brasil é ‘lanterna’ em ranking latino-americano sobre paridade de gênero na política

O Brasil ocupa a 32ª posição em um ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre participação das mulheres nos parlamentos nacionais. Com 9,9% de parlamentares eleitas, o país só fica à frente de Belize, cujo índice é de 3,1%. O primeiro colocado é a Bolívia, com 53,1% de participação de mulheres no parlamento.

“No Brasil, é urgente reconhecer que as mulheres são fundamentais para a democracia e que elas estão cada vez mais distantes de fazer parte do grupo decisório sobre a política nacional, das possibilidades de exercer a cidadania e da igualdade de maneira plena e concreta”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Sede da OMS em Brasília oferece bicicletas para deslocamento de funcionários

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibiliza 12 bicicletas aos funcionários de sua representação em Brasília (DF). Mais do que uma forma de lazer, a oferta de bikes no ambiente de trabalho pode ser uma estratégia para mobilizar funcionários a adotar hábitos benéficos ao meio ambiente e à própria saúde.

Segundo a agência da ONU, seu uso como meio de transporte gera atividades físicas regulares que previnem diversas doenças crônicas não-transmissíveis, como hipertensão e diabetes, e o bem-estar físico e mental dos funcionários. Além disso, reduz a quantidade de veículos no trânsito e as emissões de partículas nocivas à saúde, além de estimular o uso do espaço público.

FAO participa de debates sobre gestão financeira de áreas da Amazônia sob proteção

Em São Paulo para um evento sobre a gestão financeira de áreas da Amazônia sob proteção ambiental, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Alan Bojanic, lembrou que zonas de preservação também têm uma função social. Essas regiões, segundo o especialista, podem oferecer oportunidades de geração de renda para quem mora perto das florestas, sem prejudicar o ecossistema.

ONU ilumina Cristo Redentor de azul para o Dia Mundial Humanitário

Às vésperas do Dia Mundial Humanitário, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado de azul — cor que representa a paz e as Nações Unidas — para lembrar os civis que foram vítimas ou estão sob risco diante de guerras e conflitos armados no mundo todo.

ONU alerta para crescente número de civis mortos em conflitos armados

Enquanto no início do século 20 os civis respondiam por apenas 10% do total de mortes ocorridas em conflitos armados, no final do mesmo século esse percentual estava em 90%. O alerta foi feito nesta sexta-feira (18) pelo diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, às vésperas do Dia Mundial Humanitário (19 de agosto).

OPAS/OMS apoia decisão da Anvisa de proibir aditivos para mudar sabor e cheiro de cigarros

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na tarde desta quinta-feira (17) a possibilidade de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) impedir o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) se manifesta favorável à proibição desses agentes, que são usados para, por exemplo, modificar o sabor e o cheiro de cigarros, tornando-os mais atrativos, principalmente para os jovens.

Denise Hills, do Itaú Unibanco, assume a presidência da Rede Brasil do Pacto Global

A superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco, Denise Hills, assumiu na semana passada (9) a presidência da Rede Brasil do Pacto Global da ONU no lugar do diretor comercial da BASF América do Sul, André Oliveira.

Denise tem quase 30 anos de experiência no mercado financeiro. Em 2010, assumiu a liderança da área de Sustentabilidade no Itaú Unibanco e, mais recentemente, a área de Negócios Inclusivos, onde estão os programas de Microcrédito e Itaú Mulher Empreendedora. Ela está diretamente envolvida com iniciativas da ONU relacionadas ao setor financeiro.

Jovens da América Latina e do Caribe mantêm otimismo com futuro do trabalho

Os jovens da América Latina e do Caribe enfrentam atualmente um mercado de trabalho adverso, com aumento do desemprego e altas taxas de informalidade. No entanto, isso não impede que eles tenham confiança no futuro do trabalho, otimismo sobre o que podem conseguir em seus empregos e boas expectativas sobre o impacto das novas tecnologias, destacou um novo relatório técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

ONU traduz para o português recomendações de direitos humanos feitas ao Brasil

O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) traduziu para o português documento com mais de 240 recomendações de Estados-membros da ONU para melhorar a situação dos direitos humanos no país.

As recomendações foram feitas em maio deste ano, no âmbito da Revisão Periódica Universal (RPU), uma espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas.

CEPAL prevê queda de 5% para investimento estrangeiro direto na América Latina e Caribe em 2017

Em seu relatório anual, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) projeta queda de 5% do investimento estrangeiro direto (IED) em 2017 na região, e sugere que os países latino-americanos e caribenhos gerem políticas para atrair fluxos que apoiem os processos nacionais de desenvolvimento sustentável.

Apesar da recessão, o Brasil aumentou em 5,7% suas entradas de IED em 2016 e se manteve como principal receptor na região (78,9 bilhões de dólares, equivalentes a 47% do total). No México, que recebeu 32,1 bilhões de dólares e foi o segundo país receptor (19% do total), o IED caiu 7,9%, mas ainda se manteve em níveis históricos elevados.

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OIT lança competição global de jornalismo sobre migração laboral

Posted: 01 Sep 2017 11:53 AM PDT

Família de migrantes em Miratovac, Sérvia. Foto: ONU

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está realizando mais uma competição global de jornalismo para reconhecer coberturas exemplares da imprensa sobre migração laboral. O objetivo é incentivar a produção de reportagens de qualidade sobre o tema.

A agência da ONU considera que esse tipo de conteúdo é extremamente importante para combater percepções equivocadas que frequentemente reforçam o preconceito, a intolerância e a estigmatização dos trabalhadores migrantes e de suas famílias.

Sem deixar de olhar para os aspectos negativos da migração laboral, como a dura realidade de exploração e violação dos direitos humanos e trabalhistas, os participantes são encorajados a destacar a contribuição positiva dos trabalhadores migrantes para os países de origem, trânsito e destino, bem como o importante aspecto do recrutamento justo.

A Competição Global de Jornalismo sobre Migração Laboral de 2017 contribuirá para a campanha das Nações Unidas “Juntos”, que tem como objetivo encorajar ações globais para promover a não discriminação e lidar com o problema do aumento da xenofobia contra os refugiados e migrantes.

Todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas se comprometeram a implementar a campanha até o fim de 2018, quando a Assembleia Geral da ONU deve adotar o Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular e o Pacto Global para os Refugiados.

O prêmio é organizado pela OIT e pelo Centro Internacional de Formação da OIT em Turim, na Itália, em colaboração com a Confederação Internacional dos Sindicatos, a Organização Internacional de Empregadores, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), a Federação Internacional de Jornalistas, o site de jornalismo Equal Times, além das ONGs Solidarity Center, Human Rights Watch e Fórum de Migrantes da Ásia.

A competição deste ano é organizada com o apoio do projeto Ação Global para Melhorar o Quadro de Recrutamento da Migração Laboral (REFRAME), financiado pela União Europeia, e do Programa Integrado de Recrutamento Justo (FAIR), financiado pela Agência Suíça de Desenvolvimento e Cooperação.

Regras

As inscrições estão abertas até 27 de outubro. Jornalistas profissionais são convidados a inscrever no máximo duas matérias, uma para cada categoria: artigos escritos (impressos ou online); produção multimídia (fotos, áudio e vídeo).

Os artigos devem ter no máximo 8 mil palavras e as matérias multimídia não devem ultrapassar dez minutos de duração. Os conteúdos precisam ter sido publicados entre 1º de janeiro de 2016 e 27 de outubro de 2017 para se qualificarem para a competição.

As matérias devem abordar um dos seguintes temas: aspectos da migração laboral, como por exemplo a contribuição dos trabalhadores migrantes para o desenvolvimento social e econômico dos países de origem e destino; proteção de seus direitos trabalhistas; reconhecimento de suas habilidades; integração no mercado de trabalho; proteção social; trabalhadores migrantes em situação irregular; condições de trabalho (principalmente salários, jornada de trabalho, saúde e segurança no trabalho, informalidade, direitos sindicais, trabalho forçado, trabalho infantil e tráfico de pessoas); recrutamento justo de trabalhadores migrantes (segundo os Princípios Gerais e Diretrizes Operacionais sobre Recrutamento Justo).

Refugiados e pessoas deslocadas são considerados trabalhadores migrantes quando são empregados como trabalhadores fora de seus próprios países. Dessa maneira, serão aceitos materiais relativos a trabalhadores migrantes internacionais e refugiados (que participam de mercados de trabalho fora de seus próprios países).

Premiação

Quatro vencedores (um por categoria e por tema) receberão 1 mil dólares cada. As reportagens vencedoras serão apresentadas no site da OIT e amplamente promovidas como um exemplo de bom jornalismo.

Requisitos

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário de inscrição online até 27 de outubro (as inscrições serão encerradas às 23h59, horário da Europa Central. 20h59 de Brasília). As matérias são aceitas em três idiomas: inglês, francês e espanhol. Inscrições em outras línguas serão aceitas desde que o candidato apresente uma tradução fiel em uma das três línguas mencionadas acima.

Os vencedores serão anunciados oficialmente em 18 de dezembro, para marcar o Dia Internacional dos Migrantes.

Para mais informações, entre em contato com: [email protected].

Critérios de julgamento

Um painel de cinco jurados avaliará as dez melhores matérias das duas categorias mencionadas acima. A decisão da OIT e dos jurado sobre todas as questões relacionadas à competição são finais. A OIT incentiva a inscrição de matérias que cubram diferentes aspectos da migração laboral e, na medida do possível, reflitam os pontos de vista de várias partes interessadas: governos, organizações de trabalhadores e de empregadores e trabalhadores migrantes.

Além de garantir que as reportagens inscritas estejam alinhadas com a ética básica do jornalismo, todas as reportagens serão avaliadas pelos seguintes critérios:

Criatividade

Contribui para uma melhor compreensão das questões de migração laboral e da situação dos migrantes e refugiados no mercado de trabalho, assim como do recrutamento justo e das questões dos trabalhadores migrantes;

Representa uma opinião equilibrada ao refletir os pontos de vista de várias partes interessadas (trabalhadores migrantes, governos, empregadores e sindicatos);

Apresenta soluções criativas para superar os desafios da proteção laboral e da integração do mercado de trabalho (por exemplo, se possível, comparando a situação antes e depois da introdução da nova legislação, uma nova política de migração, um acordo trabalhista bilateral, etc.);

Ajuda a combater estereótipos, xenofobia ou discriminação no mercado de trabalho;

Em particular, em relação ao primeiro tema:

Mostra a contribuição dos migrantes para o desenvolvimento social e econômico dos países de origem e de destino (por exemplo, preenchendo necessidades do mercado de trabalho e de habilidades e capacitações em todos os níveis, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de seguridade social, ampliando o intercâmbio de conhecimento, tecnologia, habilidades e laços comerciais, e contribuindo para a criação de empregos como consumidores de bens e serviços e contribuintes, mas também como empreendedores de microempresas);

Dá visibilidade a histórias de sucesso e a práticas positivas, apresentando, na medida do possível, os resultados positivos da governança justa da migração laboral (por exemplo, promovendo os princípios da OIT de não discriminação e igualdade de tratamento/oportunidades, bem como a integração do mercado de trabalho, reconhecimento de habilidades e proteção trabalhista para todos os trabalhadores migrantes e seus familiares);

Mostra os desafios da migração laboral em termos de déficits de trabalho decente, como a falta de proteção social, a situação dos trabalhadores migrantes em situação irregular, suas condições de trabalho (em particular salários, jornada de trabalho e segurança e saúde no trabalho), informalidade, falta de direitos sindicais, trabalho forçado, trabalho infantil, tráfico de pessoas, discriminação, racismo e xenofobia;

Em particular, no que diz respeito ao segundo tema, os participantes são encorajados a:

Fazer referência às normas internacionais do trabalho relacionadas ao recrutamento justo, de acordo com a Iniciativa de Recrutamento Justo da OIT;

Refletir sobre o impacto do recrutamento justo nas condições de trabalho e de vida dos trabalhadores migrantes.

Precisão

Usa fontes de primeira mão;

Inclui uma tradução em inglês, francês ou espanhol, que deve ser fiel ao significado original se a matéria inscrita tiver sido publicada originalmente em outro idioma;

Proteção

Protege grupos vulneráveis, fontes e outros componentes sensíveis da história, não fornecendo informações desnecessárias que possam prejudicá-los (incluindo identidades visuais, nomes, locais etc.);

Usa uma terminologia baseada em direitos;

Os participantes que usam os termos “migrantes ilegais” em seu trabalho serão desqualificados, pois este termo estigmatiza os migrantes e suas famílias (segundo a Resolução 3449 da Assembleia Geral da ONU). Os participantes são orientados a utilizar os seguintes termos: “não documentados”, “trabalhadores migrantes irregulares”, “status irregular” ou “migrantes em situação irregular”. Consulte o glossário de mídia da OIT sobre migração para saber mais sobre terminologias baseadas em direitos e a linguagem que a ONU apoia.

FAO, Brasil e Equador trabalham no fortalecimento do setor algodoeiro

Posted: 01 Sep 2017 11:06 AM PDT

Plantação de algodão no Brasil. Foto: Assegov/Lia Mara

O Equador iniciou esta semana (31) o projeto +Algodão, uma ação de Cooperação Sul-Sul que contribuirá para o desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro e para a melhora da qualidade de vida dos agricultores familiares do país. O projeto é fruto de uma parceria entre os governos equatoriano, brasileiro e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

“Se busca uma semeadura sustentável do algodão que contribua com o fim da pobreza nesse setor, ao aumentar os rendimentos dos produtores que receberão assistência técnica do Brasil e da FAO”, disse a ministra da Agricultura e Pecuária do Equador, Vanessa Cordero Ahiman.

A expectativa é de que, no fim do projeto, as instituições públicas e do setor algodoeiro do Equador tenham suas capacidades ampliadas e uma maior articulação para apoiar o fortalecimento e a organização geral da cadeia de valor do algodão, além dos sistemas de produção integrais da agricultura familiar.

Experiência brasileira

O projeto +Algodão faz parte das ações executadas pelo Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO e apoia o combate da pobreza rural por meio de complementação de capacidades técnicas da institucionalidade pública e privada a partir de experiências do Brasil.

A construção do projeto considerou a ampla e reconhecida experiência brasileira no desenvolvimento de tecnologias para a produção do algodão, bem como as experiências de cada um dos países sócios nesta cadeia de políticas para o setor rural, adaptadas aos contextos e realidades locais com foco na melhora das condições de vida dos agricultores familiares.

A produção de algodão é uma das atividades agrícolas que mais contribui para a geração de empregos e renda, assim como a segurança alimentar de famílias agricultoras no mundo. Ela se apresenta como uma alternativa para a superação da pobreza rural, com sustentabilidade econômica, social e ambiental.

ONU prorroga para 15/9 inscrições para simulado sobre sistema de direitos humanos

Posted: 01 Sep 2017 09:34 AM PDT

Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Elma Okic/ONU

A Organização das Nações Unidas no Brasil, em parceria com o Conselho Federal de Administração, o Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB), o Curso de Graduação em Relações Internacionais e o Núcleo de Simulação de Negociações Internacionais da Universidade Católica de Brasília e o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, convida a comunidade acadêmica de graduação a participar do II Simulado do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cuja fase presencial ocorrerá em 20 de outubro na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília (DF).

O objetivo da atividade é promover o conhecimento sobre o Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos junto a estudantes de graduação. A atividade faz parte das comemorações do Dia das Nações Unidas, celebrado mundialmente em 24 de outubro, e terá a participação de funcionário(as) das diversas agências especializadas da ONU, de especialistas independentes das Nações Unidas, representações diplomáticas e organizações da sociedade civil com atuação internacional.

O simulado consistirá em um conjunto de atividades de interação entre participantes divididos em delegações que compõem o Conselho de Direitos Humanos. A atividade inclui a realização de um dia de sessão do Conselho de Direitos Humanos, um painel sobre empresas e direitos humanos e a apresentação de relatório no âmbito da Revisão Periódica Universal.

Critérios de participação

Serão aceitas candidaturas de equipes de dois a cinco estudantes de graduação, regularmente matriculadas(os) em instituição de ensino superior. Serão selecionadas até cinco delegações por universidade, observando representatividade geográfica, de gênero e racial.

Para se inscrever, a equipe deverá preencher o formulário de inscrição online e apresentar um dossiê de até 1,5 mil palavras referente aos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos e sua relação com a garantia dos direitos humanos. O formulário e dossiê devem ser preenchidos online até 15 de setembro.

Todos os detalhes sobre como participar e critérios de avaliação estão disponíveis neste edital (clique aqui).

Rede de ONGs reúne-se em Brasília para debater esporte e desenvolvimento humano

Posted: 01 Sep 2017 09:06 AM PDT

Representante-residente do PNUD Brasil participa da abertura do vigésimo encontro da REMS. Foto: PNUD Brasil/Gabriela Borelli

Representantes de Organizações não governamentais (ONGs) reuniram-se esta semana (30 e 31) em Brasília (DF) para celebrar os dez anos da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) e debater iniciativas que promovam o esporte como ferramenta de desenvolvimento humano.

Criada simultaneamente no Brasil e na África do Sul em 2007, a rede foi fundada por um grupo de organizações da sociedade civil com apoio da fabricante de artigos esportivos Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A iniciativa inspirou a criação de redes semelhantes no Reino Unido e na Argentina. A REMS facilita a visibilidade do trabalho das organizações, demonstrando o impacto social e o poder transformador do esporte para a promoção da saúde, do desenvolvimento humano, da ética e da cidadania.

“A rede é muito importante para organizações que trabalham com esporte educacional no Brasil. É a unica instituição que opera a nível nacional dividindo experiências e ajudando a implementar políticas públicas”, disse a secretária-executiva adjunta do Projeto Grael, Joanna Dutra, que compõe a REMS desde seu início, em 2007. O Projeto Grael é uma ONG que oferece educação através de práticas esportivas como a vela.

Joanna e outros representantes das 89 organizações que formam a REMS reuniram-se na Casa da ONU, em Brasília, para o vigésimo encontro da rede e para celebrar os dez anos de sua existência.

“A rede demonstra o impacto social e o poder transformador do esporte, que inspira pessoas, instituições e governos para promoção de saúde, desenvolvimento humano, ética e cidadania”, disse o representante-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic. Durante a abertura do encontro, ele cumprimentou a rede pelas atividades promovidas nos últimos dez anos e por outros grandes eventos de comemoração realizados em agosto.

Na quinta-feira (30), os participantes aproveitaram o momento para compartilhar impressões sobre as atividades de celebração. Houve ainda atividades internas de capacitação e alinhamento dos membros envolvidos. Na quinta-feira (31), a programação envolveu o fórum “O Esporte que Queremos para o Brasil”, direcionado à comunidade acadêmica, a membros do governo e a estudantes convidados pela rede.

O objetivo da atividade final foi refletir sobre como as pesquisas produzidas no Brasil podem ajudar na elaboração de políticas públicas. Para nortear as discussões, serão apresentadas as pesquisas Diesporte 2016, Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros – Esporte 2016 e Ipsos 2013, estudos relevantes do setor e que devem contribuir para a tomada de decisões.

Esporte é tema de Relatório de Desenvolvimento Humano

O PNUD lançou este ano o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, que teve como temática os esportes e as atividades físicas para o desenvolvimento.

Esta foi a primeira vez que um relatório do tipo teve tal abordagem. O Brasil, que sediou megaeventos esportivos nos últimos anos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, traz grandes aportes para a elaboração do documento.

A oficial de projetos do PNUD e ponto focal para o diálogo com a REMS, Juliana Soares, aponta que, do ponto de vista da rede, o relatório é de extrema importância para o desenvolvimento de projetos. “O documento traz consensos para a área esportiva e educacional. A expectativa é que o PNUD aponte o caminho para que organizações como essas que formam a REMS consigam buscar seus direitos”, explicou.

A REMS

Ao longo da sua história, a REMS realizou quatro semanas internacionais do esporte para o desenvolvimento social, todas com forte apoio do PNUD. A coordenadora da Rede, Ana Luíza Carrança, destaca a importância dessa parceria. “Sempre houve um olhar cuidadoso com o esporte. O RDH é uma prova do trabalho pelo esporte como fator de desenvolvimento humano”.

Governo de Goiás e PNUD firmam parceria com foco na Agenda 2030

Posted: 01 Sep 2017 08:18 AM PDT

Acordo promoverá políticas para erradicação da pobreza, redução das desigualdades e compartilhamento de dados e indicadores para o cumprimento dos ODS. Foto: Governo de Goiás.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Niky Fabiancic, assinaram na quinta-feira (31) em Alto Paraíso (GO) um memorando de entendimento para fortalecer a implementação da Agenda 2030 no estado e o projeto-piloto Território do Bem Viver, que será implementado no município.

De acordo com Perillo, o projeto envolve a participação de diversos segmentos da sociedade, com base nos contextos regionais, para o alcance dos ODS. “Muitas pessoas participam de forma voluntária, sem aparecer. E nós somos hoje a vanguarda, no Brasil, para o cumprimento dos 17 ODS, inclusive com ações do programa Goiás na Frente. Tenho a certeza de que a cidade de Alto Paraíso tem tudo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, destacou.

“É a visão comum que nos leva a assinar um memorando de entendimento entre o governo de Goiás e o PNUD, com vistas a criar um marco de cooperação para facilitar e fortalecer nossa colaboração em áreas de interesses comuns, com foco especial na Agenda 2030 e alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse o representante residente do PNUD.

Niky Fabiancic destacou também que a “cooperação reflete o desejo de contribuir para o bem, para um país melhor, para uma sociedade mais justa, mais humana, de maneira a tornar realidade o mote que adotamos na ONU quando nos referimos aos ODS: não deixar ninguém para trás”.

O governo de Goiás é responsável pela execução do projeto, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (SECIMA), em parceria com a prefeitura de Alto Paraíso e apoio da Associação Awaken Love, Organização das Voluntárias de Goiás, PROCON, Agência Goiana de Habitação e da Saneamento Goiás.

O acordo facilitará a cooperação, a coordenação e a otimização de redes institucionais e recursos humanos e financeiros para a formulação, implementação e avaliação de projetos e iniciativas de mútuo interesse, em linha com os ODS. A parceria favorecerá também políticas para a erradicação da pobreza e redução das desigualdades, monitoramento de políticas sociais e a construção de sistemas para acompanhamento de metas e indicadores.

ONU e Museu do Amanhã promovem diálogo sobre efeitos de mudanças climáticas no deslocamento humano

Posted: 01 Sep 2017 06:46 AM PDT

O impacto das alterações climáticas nos movimentos migratórios globais e a capacidade de resposta das cidades são temas de debates no evento “Seminário Vidas Deslocadas — diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, que acontece na terça-feira (5) das 15h às 17h30, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma iniciativa do Sistema das Nações Unidas no Brasil, combinada com o desdobramento da mostra temporária “Vidas Deslocadas”, que está em cartaz até 10 de setembro no museu. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site. As vagas são limitadas.

Na ocasião, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresentará as consequências da degradação ambiental e dos desastres naturais sobre situações de deslocamento forçado no mundo. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) apresentará dados sobre o Brasil referentes a um estudo regional sobre migrações ambientais.

Já o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) abordará o planejamento urbano na preparação e resiliência das cidades neste contexto. Também estarão presentes o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú, e representantes do governo brasileiro e da sociedade civil.

“Debater questões sobre o clima está no cerne do Museu do Amanhã. Neste momento de diálogo e troca de conhecimento, propomos a reflexão sobre mobilidade humana forçada, quando milhões de pessoas no mundo são obrigadas a se mover, a cada ano, por causa de desastres naturais; e sobre como os impactos da ação humana na natureza e no clima podem gerar consequências muito grandes para a população”, destaca o diretor de conteúdo do Museu do Amanhã”, Alfredo Tolmasquim.

O seminário é o segundo de cinco encontros dos “Diálogos Estratégicos sobre Mudanças Climáticas”, uma iniciativa do Sistema ONU no Brasil, organizada pela ONU Meio Ambiente e que integra o conjunto de ações para divulgação e promoção da Agenda 2030, em conformidade com o Marco de Parceria das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2017-2021.

Os “Diálogos” se relacionam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030, que promovem o gerenciamento adequado de recursos naturais e reconhecem a contribuição dos diferentes movimentos migratórios para o desenvolvimento sustentável. O tema contribuiu ainda para a discussão do Pacto Global previsto pela Declaração de Nova Iorque sobre Refugiados e Migrantes, adotado no ano passado por diversos países — inclusive pelo Brasil.

Para Denise Hamú, a promoção de um encontro como este, que une atores-chave para debater mudanças climáticas e mobilidade humana, cria um espaço de aprendizagem catalizador de ações. “Os diálogos fortalecem a integração da dimensão ambiental na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e mostra que o gerenciamento sustentável dos recursos naturais deve ser trabalhado de forma transversal em todas as temáticas e por todos para que seja possível o real alcance da Agenda 2030”.

Vidas Deslocadas

Os participantes dos “Diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana” também poderão visitar a exposição fotográfica Vidas Deslocadas, em cartaz até dia 10 de setembro.

Inaugurada como parte das celebrações pelo Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), a mostra temporária apresenta por meio de cenografia, textos e fotos algumas causas dos deslocamentos forçados em decorrência de mudanças climáticas e questões ambientais. A mostra tem o apoio da Agência France-Presse (AFP) e do ACNUR.

Confira a programação completa no site. Jornalistas interessados devem se credenciar pelo e-mail [email protected]

Serviço

“Diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”
Data: 5 de setembro (terça-feira)
Horário: das 15h às 17h30
Local: Observatório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Informações à imprensa

ONU Meio Ambiente: [email protected] / 61.3038.9237
ACNUR: [email protected] / 61.3044.5744
OIM: [email protected] / 61.2196.7765
ONU-Habitat: [email protected] / 21.3235.8550

CDN Comunicação
21. 3626-3700 / 99553-4177
Carolina Bellei
([email protected]/ 21. 3626-3773)
Halline Mecenas
([email protected] / 21 3626-3722)

Comunicação Museu do Amanhã
21. 3812-1880
[email protected]

Projeto ‘Empoderando Refugiadas’ encerra segunda edição com 21 contratações

Posted: 31 Aug 2017 03:16 PM PDT

Clique para exibir o slide.

Em uma sala de cinema e diante de plateia atenta, dez refugiadas de diferentes nacionalidades e que hoje vivem em São Paulo se emocionaram. Retratadas pelo documentário “Recomeços — sobre mulheres, refúgio e trabalho”, elas dialogaram com o público sobre suas trajetórias e conquistas, esbanjando força e perseverança.

“Mulheres refugiadas são guerreiras, pois não é fácil sair do seu país. Agora sou mais independente e tenho orgulho de mim mesma”, disse Aicha, sobre suas conquistas no mercado de trabalho brasileiro. “Deparar-se com tanta gente querendo ouvir sua história é gratificante. Obrigado por seu tempo”, agradeceu Lara.

“Estudo, trabalho e sustento minha família, e isso me faz crescer pessoalmente e intelectualmente”, atestou Lúcia, que acaba de conseguir seu primeiro emprego e frequenta a universidade.

Assertivas, as refugiadas encantaram o público durante o encerramento da segunda edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, coordenado pela Rede Brasil do Pacto Global e realizado em conjunto com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONU Mulheres. O evento aconteceu no Espaço Itaú de Cinema na terça-feira (29), em São Paulo.

Implementado em novembro de 2015, o projeto trouxe impactos positivos para a vida das 80 refugiadas que se envolveram nas duas últimas edições: 21 delas foram contratadas por diferentes empresas e outras abriram seus próprios negócios. Todas tiveram acesso gratuito a treinamentos oferecidos por empresas parceiras, sendo que 40 receberam aconselhamento profissional individualizado por meio de sessões de coaching.

“O Pacto Global da ONU é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo e tem a obrigação de influenciar as empresas sobre a questão dos refugiados, no momento em que vivemos a maior crise humanitária da história”, afirmou o secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira.

“Fizemos um trabalho maior em termos de coordenação e articulação. Nesse processo, nossos parceiros foram fundamentais para o projeto ter atingido resultados tão positivos”, salientou Vanessa Tarantini, coordenadora do GT de Direitos Humanos da Rede Brasil do Pacto Global.

“As mulheres refugiadas trazem com elas bagagem profissional, energia e uma força extraordinária para refazer suas vidas em outro país”, disse a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez. Para ela, o setor privado tem papel fundamental na resposta à crise de refugiados e “precisa olhar para estas mulheres não como vítimas, mas como pessoas que podem contribuir para o crescimento das empresas com seu talento, sonhos, tradições e riqueza cultural”.

Também presente na cerimônia, a gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres, Adriana Carvalho, afirmou que “o empreendedorismo é uma alternativa para as mulheres refugiadas e uma excelente oportunidade para as empresas comprometidas com esta causa, pois também ganham com suas habilidades”.

Sobre o projeto

Criado pelo grupo temático de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, o projeto reúne empresas interessadas em questões e soluções relacionadas ao tema do refúgio.

A iniciativa considera o trabalho uma condição fundamental para a independência financeira e uma vida digna, além de ser fator primordial para a integração das pessoas refugiadas à sociedade.

Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), cerca de 9,5 mil pessoas são reconhecidas como refugiadas no Brasil, de 82 nacionalidades. No ano passado, 32% das solicitações de refúgio foram feitas por mulheres.

O “Empoderando Refugiadas” age em duas frentes para aumentar o acesso das mulheres refugiadas ao emprego formal. A primeira é conscientizá-las sobre seus direitos e fornecer habilidades e ferramentas para a independência e empoderamento econômico.

Ao longo do projeto, elas participaram de encontros mensais sobre temas como planejamento financeiro e profissional; direitos de refugiadas, mulheres e trabalhadoras; habilidades práticas para melhorar o português; e empreendedorismo feminino.

A segunda frente diz respeito à conscientização e sensibilização das empresas sobre documentação e processos de contratação. Nesse sentido, uma cartilha com perguntas e respostas frequentes dos empregadores foi produzida e distribuída aos convidados do evento de terça-feira.

São parceiros estratégicos do projeto a Caritas Arquidiocesana de São Paulo, o Consulado da Mulher, a Fox Time Recursos Humanos, o ISAE, o Migraflix e o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR). A segunda edição contou com a parceria das empresas Carrefour, EMDOC, Facebook, Lojas Renner e Sodexo.

Documentário

No documentário “Recomeços – sobre mulheres, refúgio e trabalho”, realizado por Fellipe Abreu e Thays Prado, as refugiadas refletem sobre os impactos do trabalho em suas relações familiares, sociais e em seu próprio entendimento dos papéis de gênero desempenhados por elas.

“Nossa intenção é mostrar que independente de qualquer aresta, as mulheres refugiadas são pessoas trabalhadoras, capacitadas, inovadoras, empreendedoras e que podem acrescentar muito à nossa sociedade”, defende Fellipe.

Para Thays Prado, narrativas como essa são capazes de mudar o mundo. “Quando damos voz a pessoas que geralmente são silenciadas, como é o caso das mulheres refugiadas, conseguimos perceber melhor as nossas semelhanças e acolher as diferenças”, comentou a roteirista. O documentário “Recomeços” está disponível no YouTube.

O encerramento da segunda edição teve um momento de interação entre refugiadas e representantes de empresas presentes, durante o qual foi oferecido um buffet de comida árabe preparado pelas refugiadas Salsabil e Razan – participantes do projeto e estrelas do documentário. Na recepção, estava Prudence, que participou da edição anterior. Tami, outra ex-participante, montou sua barraca de artesanato e vendeu produtos aos convidados.

A presença de empresas indica o interesse do setor privado no projeto. Algumas já possuem um histórico de contratações de refugiados, como o Carrefour, que desde 2013 tem incluído pessoas nessa condição em seu quadro de colaboradores.

Outras trataram do tema pela primeira vez. “Temos muito orgulho do nosso envolvimento com o projeto, pois fazemos uma diferença real na vida destas mulheres”, disse Djalma Scartezini, gerente de diversidade da Sodexo, que já contratou duas refugiadas por meio da iniciativa.

“Aprendemos como as mulheres refugiadas são fortes, capazes, criando oportunidades quando estão juntas”, avaliou Camila Fusco, diretora de empreendedorismo do Facebook para a América Latina. A empresa realizou um dos workshops, produziu e divulgou um vídeo sobre o projeto e orientou a criação de páginas para divulgar os negócios autônomos das refugiadas.

Para o presidente da EMDOC, João Marques, o projeto concretiza a responsabilidade social das empresas. Por meio do Programa de Apoio à Recolocação de Refugiados (PARR), a consultoria facilita o encaminhamento de currículos de refugiados e solicitantes de refúgio para empresas interessadas em sua contratação.

Isaura Morel, analista de responsabilidade social do Instituto Lojas Renner, acredita que o emprego proporcionado às mulheres refugiadas “traz autonomia, empoderamento e inclusão da maneira mais humana”. No total, cinco refugiadas trabalham nas empresas associadas à empresa.

Para a edição de 2018, Pacto Global, ACNUR e ONU Mulheres querem aumentar o número de participantes e de empresas parceiras. A ideia tem o apoio das refugiadas que participaram da segunda edição.

“Quero que as pessoas fiquem do nosso lado, para ajudar as refugiadas até a gente crescer”, disse Razan. “Abram suas portas e nos deem oportunidades, pois podemos agregar, unir culturas e ajudar as empresas a crescer”, afirmou Lara, refletindo a opinião das refugiadas empoderadas pelo projeto.

Síria: chefe de direitos humanos da ONU alerta para obrigação de proteger civis em Raqqa

Posted: 31 Aug 2017 03:13 PM PDT

Crianças e adultos sírios deslocados fogem de área rural controlada pelo Estado Islâmico em Raqqa. Foto: UNICEF/Delil Soulaiman

As forças que lutam contra o grupo terrorista Estado Islâmico na Síria estão perdendo de vista sua obrigação de proteger civis, à medida que a batalha para retomar a cidade de Raqqa está sendo travada à custa de suas vidas, disse nesta quinta-feira (31) o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“Certamente, o propósito de se derrotar o Estado Islâmico deve ser proteger e ajudar civis que sofreram sob seu regime assassino”, disse o oficial da ONU, em comunicado de imprensa.

“Dado o número extremamente elevado de informações sobre baixas civis neste mês e a intensidade dos ataques aéreos em Raqqa, juntamente com o uso de civis como escudos humanos pelo Estado Islâmico, estou profundamente preocupado com o fato de que civis — que devem ser protegidos em todos os momentos — estejam pagando um preço inaceitável e que as forças envolvidas na luta contra o Estado Islâmico estejam perdendo de vista o objetivo final desta batalha”, acrescentou.

As ofensivas aéreas e terrestres, realizadas pela coalizão liderada pelos Estados Unidos e pela força aérea russa em Raqqa, resultaram em grande número de vítimas civis. Embora seja difícil obter informações completas, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) conseguiu verificar 151 mortes civis em seis incidentes desde 1º de agosto de 2017, em cada um dos quais mais de 20 civis foram mortos.

“Quando os ataques aéreos bombardeiam Raqqa, cerca de 20 mil civis ficam presos ou arriscam suas vidas para fugir, e acabam confinados em campos improvisados ​​em áreas controladas pelas Forças Democráticas Sírias, liderada pelos curdos, em condições horríveis, até que longos procedimentos de segurança sejam concluídos, sem supervisão de como são tratados”, disse Zeid.

O alto-comissário pediu que todas as partes direta ou indiretamente envolvidas no conflito facilitem a saída rápida e segura dos civis que desejam deixar Raqqa e garantam a proteção daqueles que permanecem.

O ACNUDH também recebeu informações de que o Estado Islâmico está forçadamente recrutando civis em Deir-ez-Zor, incluindo crianças. “Quando Raqqa for retomada do Estado Islâmico, a próxima grande batalha será Deir-ez-Zor”, disse Zeid.